Semelhança de cones
Um plano paralelo à base separa um cone semelhante ao original. Se a razão linear é $k=\frac{r}{R}=\frac{h_{1}}{H}$, então as áreas ficam na razão $k^{2}$ e os volumes em $k^{3}$. Todo problema de tronco começa por identificar esse $k$.
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A ideia central é que a semelhança não é uma suposição, mas consequência da geometria: ao cortar o cone por um plano paralelo à base, o triângulo retângulo formado pelo eixo, pela altura e pelo raio da base do cone menor é uma redução proporcional do triângulo do cone original, com o mesmo ângulo no vértice. Isso garante que todos os comprimentos lineares correspondentes (raio, altura, geratriz, diâmetro, perímetro da base) guardam a mesma razão $k$, e daí decorre que áreas variam com $k^{2}$ e volumes com $k^{3}$, pois área é produto de duas dimensões lineares e volume, de três. Uma consequência prática importante é a relação de volumes por diferença: o volume do tronco é $V_{\text{cone maior}} - V_{\text{cone menor}} = V(1-k^{3})$, enquanto a área lateral do tronco exige cuidado, pois não é a diferença simples das áreas laterais — é preciso usar a geratriz do tronco, $g_t = g(1-k)$, e a fórmula $\pi(r+R)g_t$.
Como exemplo, tome um cone de raio $R=6$ cm e altura $H=9$ cm cortado a $h_1=3$ cm do vértice: então $k=3/9=1/3$, o raio menor é $r=2$ cm e o tronco resultante tem volume $V=\frac{\pi \cdot 36 \cdot 9}{3}(1-\frac{1}{27})=108\pi \cdot \frac{26}{27}=104\pi$ cm³, com área lateral $\pi(2+6)\cdot g(1-\frac{1}{3})$.