Volume
$V=\frac{\pi r^{2}h}{3}$ — um terço do cilindro de mesma base e altura, como a pirâmide está para o prisma. Relação obrigatória entre os elementos: $g^{2}=h^{2}+r^{2}$, com $g$ a geratriz. Trocar $g$ por $h$ na fórmula do volume é o deslize mais comum.
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O volume do cone de revolução nasce de uma ideia de proporcionalidade que vale a pena dominar antes de decorar fórmula: todo cone é um "pedaço" de cilindro, e a razão entre eles é sempre $1/3$, independentemente do raio ou da altura. Isso pode ser demonstrado por semelhança de sólidos — se você inscreve um cone num cilindro de mesma base e altura, o espaço vazio ao redor do cone tem exatamente o dobro do volume do cone — ou por integração, empilhando discos de raio variável: como o raio decresce linearmente de $r$ (na base) até zero (no vértice), a soma dos volumes elementares $\pi x^{2}\,dx$ conduz naturalmente ao fator $1/3$. Conceitualmente, o ponto central é que o volume depende exclusivamente de área da base e altura, não da geratriz, da inclinação das paredes laterais nem da posição do vértice enquanto a altura se mantém — é o princípio de Cavalieri em ação.
A geratriz $g$ só entra quando o problema fornece dados que não são diretamente $r$ ou $h$, e aí a relação $g^{2}=h^{2}+r^{2}$ (teorema de Pitágoras no triângulo retângulo formado por altura, raio e geratriz) é o elo obrigatório.
Vale notar que essa mesma relação vale para o cone oblíquo? Não — no cone oblíquo a geratriz não é única, e as provas de vestibular raramente cobram esse caso; o foco é o cone reto, aquele cujo eixo é perpendicular ao plano da base.