F3 · Aulas 43–44

Paralelepípedos

Principais unidades de volume e capacidade

Volume é cúbico: $1\ \mathrm{m^{3}}=10^{6}\ \mathrm{cm^{3}}$. A ponte com capacidade é $1\ \mathrm{L}=1\ \mathrm{dm^{3}}=1000\ \mathrm{cm^{3}}$, logo $1\ \mathrm{m^{3}}=1000\ \mathrm{L}$. Essa conversão vale metade das questões de caixa-d'água e piscina.

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Dominar as unidades de volume e capacidade exige entender que medimos o mesmo espaço tridimensional com réguas diferentes: uma cúbica (m³, cm³) e outra prática, ligada a líquidos (L, mL).

O ponto central é que o litro não é uma unidade arbitrária, mas sim definido a partir do decímetro cúbico, o que cria uma escada de conversões muito explorada em prova: $1\ \mathrm{m^3}=10^3\ \mathrm{dm^3}=10^6\ \mathrm{cm^3}$, enquanto $1\ \mathrm{L}=1\ \mathrm{dm^3}$ e $1\ \mathrm{mL}=1\ \mathrm{cm^3}$. Note a assimetria que derruba muitos alunos: de uma unidade cúbica para a seguinte os fatores são ao cubo (mil), mas de litro para mililitro o fator é mil, o que coincide numericamente e por isso engana.

Cubo

Aresta $a$: volume $a^{3}$, área total $6a^{2}$, diagonal da face $a\sqrt{2}$ e diagonal do cubo $a\sqrt{3}$. As duas diagonais são o que mais cai — e a do cubo sai de Pitágoras aplicado duas vezes, com a diagonal da face.

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O cubo é o paralelepípedo reto-retângulo com todas as seis faces quadradas e congruentes, o que o torna o sólido mais simétrico entre os estudados no ensino médio: dele emanam três eixos perpendiculares iguais e toda a sua geometria se resume à aresta $a$. Dessa simetria surgem planos de corte célebres, como a secção diagonal (o retângulo de lados $a$ e $a\sqrt{2}$, cuja diagonal é justamente $a\sqrt{3}$) e o triângulo equilátero formado por três diagonais de face, de lado $a\sqrt{2}$.

Paralelepípedo retangular reto

Dimensões $a,b,c$: volume $abc$, área total $2(ab+ac+bc)$ e diagonal $D=\sqrt{a^{2}+b^{2}+c^{2}}$. Nos problemas com soma das arestas e área, use os produtos notáveis: $(a+b+c)^{2}=a^2+b^2+c^2+2(ab+ac+bc)$ liga tudo de uma vez.

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O paralelepípedo retangular reto é o tijolo da geometria espacial: um prisma cujas seis faces são retângulos e cujas arestas concorrentes em cada vértice são mutuamente perpendiculares, de modo que tudo se calcula a partir de $a, b, c$ — três medidas, três eixos. A diagonal $D$ nasce de aplicar Pitágoras duas vezes: primeiro na base, cuja diagonal vale $\sqrt{a^2+b^2}$, depois no triângulo retângulo formado por essa diagonal, pela altura $c$ e pela diagonal do sólido. Como as faces opostas são congruentes, a área total dobra a soma de três áreas distintas. O cubo é o caso particular $a=b=c$, o que explica por que suas fórmulas ficam $6a^2$, $a^3$ e $a\sqrt{3}$ — vale memorizar como atalho.

Exemplo concreto: uma caixa d'água de 2 m por 3 m por 6 m tem volume $36\text{ m}^3$, ou 36.000 litros, área total $2(6+12+18)=72\text{ m}^2$ e diagonal $\sqrt{4+9+36}=7\text{ m}$ — repare que essas medidas formam um triângulo pitagórico disfarçado, truque comum em questões que pedem a diagonal "bonita". Na Fuvest, Unicamp e no ITA, o tema raramente aparece isolado: cobra-se a relação entre diagonal e dimensões, a razão entre área e volume diante de uma restrição (por exemplo, minimizar material com volume fixo) ou a variação percentual quando uma aresta é alterada, além de problemas de razão de semelhança ao seccionar o sólido por um plano paralelo a uma face.

Em resumo, domine as três fórmulas-base, saiba manipulá-las algebricamente e reconheça o cubo como caso limite.

Veja em 3D

Arraste para girar, role para aproximar. Os controles mudam as medidas.

  • Paralelepípedo retângulo

    Arraste para girar. A diagonal (vermelha) vem de Pitágoras duas vezes: d² = a² + b² + c². Volume = abc; área total = 2(ab + ac + bc).