Gráfico de um polinômio de coeficientes reais
Curva contínua e suave. Grau $n$ dá no máximo $n$ raízes reais e $n-1$ “curvas”. O comportamento nos extremos vem do termo de maior grau: grau ímpar liga $-\infty$ a $+\infty$; grau par vai para o mesmo lado nas duas pontas. Raiz de multiplicidade par toca o eixo sem atravessar.
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Além da leitura direta do termo de maior grau, vale entender o polinômio como soma de parcelas: perto da origem, os termos de menor grau dominam; longe dela, o termo líder assume o controle, e é isso que justifica os “extremos” citados — mas atenção ao sinal do coeficiente líder, pois $x^3$ vai de $-\infty$ a $+\infty$, enquanto $-x^3$ faz o caminho inverso, e o mesmo cuidado vale para grau par: $x^4$ sobe nas duas pontas, $-x^4$ desce nas duas. As raízes organizam o esboço: se $p(x)=x^3-3x+2=(x-1)^2(x+2)$, a raiz $x=-2$ tem multiplicidade ímpar e o gráfico atravessa o eixo, enquanto $x=1$, de multiplicidade par, apenas tangencia e retorna; fatorando ainda mais, $p(x)=(x-1)^2(x+2)$ mostra que o sinal só troca onde a multiplicidade é ímpar.
As “curvas” entre raízes consecutivas são melhor descritas pelas derivadas: $p'(x)=0$ indica candidatos a máximo ou mínimo local, e o teste da segunda derivada confirma se $p''(x)>0$ (concavidade para cima, mínimo) ou $p''(x)<0$ (concavidade para baixo, máximo); em $p(x)=x^3-3x+2$, $p'(x)=3x^2-3=0$ dá $x=\pm1$, com máximo local em $x=-1$ e mínimo em $x=1$.