Definição e volume
Base poligonal e um vértice fora do plano da base, com faces laterais triangulares. $V=\frac{A_{b}\cdot h}{3}$ — um terço do prisma de mesma base e altura. Na pirâmide regular, a altura cai no centro da base, e o pé coincide com o centro da circunscrita.
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Toda pirâmide é um caso particular de cone generalizado: basta que a base seja um polígono qualquer e que exista um ponto fora do plano que a contém, unido a cada vértice da base por arestas. Daí surgem elementos que a prova costuma pedir para identificar: o apótema da base (distância do centro ao ponto médio de um lado), o apótema da pirâmide (altura de uma face lateral) e a aresta lateral. Em uma pirâmide regular, esses três segmentos formam triângulos retângulos úteis, e vale a relação fundamental $h^2 + a_b^2 = a_p^2$, em que $h$ é a altura, $a_b$ o apótema da base e $a_p$ o apótema da pirâmide. Outra propriedade importante é a semelhança: ao cortar a pirâmide por um plano paralelo à base, obtém-se uma pirâmide menor semelhante à original, e a razão entre volumes é o cubo da razão de semelhança, enquanto áreas variam com o quadrado.
Isso explica por que, ao seccionar uma pirâmide na metade da altura, o tronco resultante não tem metade do volume, mas $7/8$ do total. Veja um exemplo concreto: uma pirâmide de base quadrada com lado $6\,\text{cm}$ e altura $4\,\text{cm}$. A área da base é $36\,\text{cm}^2$, logo $V = \frac{36 \cdot 4}{3} = 48\,\text{cm}^3$. Se o lado dobrar e a altura permanecer, o volume quadruplica; se ambas as dimensões lineares dobrarem, o volume fica oito vezes maior.