Ângulo agudo entre duas retas
$\operatorname{tg}\theta=\left|\frac{m_{1}-m_{2}}{1+m_{1}m_{2}}\right|$. O módulo garante o ângulo agudo. Se $1+m_{1}m_{2}=0$, as retas são perpendiculares e $\theta=90°$ — a fórmula não se aplica, ela apenas acusa a perpendicularidade pelo denominador nulo.
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A fórmula do ângulo agudo entre duas retas nasce da diferença entre as inclinações: como cada reta faz um ângulo $\alpha_i$ com o eixo $x$, sendo $m_i=\operatorname{tg}\alpha_i$, o ângulo $\theta$ entre elas é $|\alpha_1-\alpha_2|$, e a tangente dessa diferença, pela fórmula da tangente de arcos, dá exatamente $\left|\frac{m_1-m_2}{1+m_1m_2}\right|$; só que essa expressão devolve a tangente do ângulo orientado, que pode ser obtuso, e o módulo no numerador corrige o sinal. Vale a pena notar um detalhe importante: o coeficiente $m_2$ pode ser escrito como $m_2 = \operatorname{tg}\theta_2$ mesmo quando $\theta_2 > 90°$, pois a tangente é negativa nesse intervalo, e a fórmula continua funcionando algebricamente sem que precisemos nos preocupar com a orientação dos ângulos.
Como exemplo, tome $r_1\!:\ y=2x+1$ e $r_2\!:\ y=-\frac{1}{3}x+4$; temos $m_1=2$, $m_2=-\frac{1}{3}$, logo $\operatorname{tg}\theta=\left|\frac{2-(-1/3)}{1+2\cdot(-1/3)}\right|=\frac{7/3}{1/3}=7$, donde $\theta\approx81,87°$ — confirmando numericamente que a fórmula produz um ângulo agudo. Já para $r_1\!:\ y=x$ e $r_2\!:\ y=-x+3$, temos $1+m_1m_2=1+1\cdot(-1)=0$, caso em que as retas são perpendiculares e $\theta=90°$.