Coeficiente linear
É o $b$ de $f(x)=ax+b$: o valor $f(0)$, onde a reta corta o eixo $y$, em $(0,b)$. Modela a parcela fixa — taxa de embarque, assinatura, custo fixo. Se $b=0$ a função é linear e o gráfico passa pela origem, caso da proporcionalidade direta.
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O coeficiente linear $b$ merece atenção porque carrega dois significados simultâneos que as provas adoram explorar: o algébrico, como termo independente que desloca a reta verticalmente sem alterar sua inclinação, e o geométrico, como ordenada do ponto de interseção com o eixo $y$. Quando $a$ permanece fixo e só $b$ varia, obtemos retas paralelas entre si — todas com a mesma inclinação, mas cortando o eixo $y$ em alturas diferentes; essa família de retas é justamente o que traduz, no plano cartesiano, a ideia de "mesma taxa de variação, patamares iniciais distintos". Em problemas aplicados, costuma aparecer disfarçado: a conta de água com tarifa fixa mais consumo por m³, o plano de celular com franquia mensal, o táxi com bandeirada.
Considere um serviço de streaming que cobra R$ 20 de adesão inicial e R$ 15 por mês: a função é $C(t)=15t+20$, e o coeficiente linear 20 indica que, mesmo sem nenhum mês decorrido ($t=0$), o cliente já desembolsou R$ 20 — é o valor do contrato no instante inicial, não o custo de um mês específico.
Dominar $b$ é, portanto, dominar a leitura do "ponto de partida" de qualquer fenômeno linear, competência que sustenta desde questões de cinemática até problemas de otimização simples, e que reaparece em temas posteriores como função afim, sistemas lineares e análise de gráficos, sempre exigindo que você distinga o que é condição inicial do que é taxa de variação.