Igualdade de matrizes
$A=B$ exige mesma ordem e $a_{ij}=b_{ij}$ para todo par de índices. Gera sistemas: igualar duas matrizes é igualar entrada a entrada. Toda questão que dá a lei de formação $a_{ij}=i+2j$ pede apenas montar a tabela com cuidado nos índices.
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A igualdade de matrizes é, antes de tudo, uma relação de identidade estrutural: para que duas matrizes sejam declaradas iguais, elas precisam ser recortes da mesma "forma" — mesmo número de linhas e de colunas — e, além disso, cada célula de uma deve coincidir com a célula de mesma posição na outra, o que significa que a igualdade matricial nunca é global nem aproximada, mas posição por posição. Disso decorre uma consequência prática importante: quando o enunciado escreve $A=B$, ele está, na verdade, escondendo um sistema de $m\cdot n$ equações, uma para cada par $(i,j)$, o que faz da igualdade de matrizes uma ferramenta de tradução entre linguagem matricial e linguagem algébrica.
Em síntese, entender igualdade de matrizes é entender que matrizes só se comparam posição por posição, e que cada igualdade é uma equação disfarçada.