Binomiais complementares
$\binom{n}{p}=\binom{n}{n-p}$ — escolher quem entra equivale a escolher quem fica de fora. Daí $\binom{n}{0}=\binom{n}{n}=1$ e $\binom{n}{1}=n$. Serve para trocar $\binom{50}{48}$ por $\binom{50}{2}$ e resolver de cabeça.
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A simetria dos binomiais vai muito além de uma simples conveniência de cálculo: ela revela a estrutura do triângulo de Pascal, que é espelhado em relação ao seu eixo central, e decorre de uma bijeção natural entre os subconjuntos de p elementos e os de n−p elementos de um conjunto com n elementos — a cada subconjunto escolhido corresponde seu complementar. Algebricamente, isso equivale a usar a expressão fatorial $\binom{n}{p}=\frac{n!}{p!\,(n-p)!}$ e notar que trocar p por n−p apenas permuta os dois fatores do denominador, deixando o resultado inalterado, de modo que essa igualdade nada mais é do que a manifestação combinatória de que o complementar do complementar de um conjunto é o próprio conjunto.
A simetria também gera identidades úteis: $\binom{n}{p}=\binom{n-1}{p}+\binom{n-1}{p-1}$ (relação de Stifel) e a interpretação de que a soma de uma linha do triângulo é $2^n$.