Círculo e circunferência
Circunferência é a linha dos pontos a distância $r$ do centro, comprimento $2\pi r$; círculo é a região, área $\pi r^{2}$. Corda, diâmetro, arco, setor e segmento circular são os elementos cobrados. O raio perpendicular a uma corda a divide ao meio.
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A circunferência é o lugar geométrico dos pontos de um plano equidistantes de um ponto fixo chamado centro; essa definição, aparentemente simples, é a chave para resolver questões de tangência, posições relativas e ângulos. Duas retas podem ser secantes, tangentes ou externas à circunferência, e o critério é a comparação entre a distância do centro à reta e o raio: menor que $r$, igual a $r$ ou maior que $r$, respectivamente. Já entre duas circunferências, as posições vão de concêntricas a externas, passando por tangentes internas ou externas e secantes, com o número de pontos comuns variando de zero a dois. Outro pilar é o Teorema de Tales: todo ângulo inscrito que enxerga um diâmetro é reto, e o ângulo central mede o dobro do inscrito correspondente.
Some-se a isso a potência de um ponto, que relaciona segmentos de secantes e tangentes: para um ponto $P$ externo, $PT^2 = PA \cdot PB$, ferramenta clássica em configurações com duas cordas concorrentes. Exemplo concreto: numa circunferência de raio 5, uma corda dista 3 do centro; pelo teorema de Pitágoras, sua metade mede 4, logo a corda inteira mede 8, e o arco correspondente pode ser obtido pelo cosseno do ângulo central. Na Fuvest e na Unicamp, o tema costuma aparecer misturado à geometria analítica, com equações $(x-a)^2+(y-b)^2=r^2$, cálculo de centros, raios, retas tangentes e pontos de interseção, além de problemas de congruência de triângulos formados por raios, cordas e tangentes, em que a identificação de lados iguais e ângulos opostos é decisiva para provar igualdades e encontrar medidas desconhecidas; por isso, dominar as relações métricas e os casos de congruência (LAL, ALA, LLL) economiza tempo e evita contas desnecessárias na prova.