Parábolas
Pontos equidistantes de um foco $F$ e de uma diretriz $d$. Com vértice na origem e eixo vertical: $x^{2}=4py$, foco $(0,p)$ e diretriz $y=-p$. A propriedade refletora — todo raio paralelo ao eixo converge ao foco — explica antenas e faróis.
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A parábola, além da definição geométrica, pode ser encarada como o gráfico de uma função quadrática $y = ax^{2} + bx + c$, e é justamente essa leitura dupla — lugar geométrico e função — que os vestibulares costumam explorar. Por isso vale dominar a manipulação algébrica que reconhece a forma canônica a partir da equação: completando quadrados, $y = a\left(x + \frac{b}{2a}\right)^{2} - \frac{\Delta}{4a}$, o que revela imediatamente o vértice $V\left(-\frac{b}{2a}, -\frac{\Delta}{4a}\right)$ e o eixo de simetria $x_v = -\frac{b}{2a}$. Note também que a distância do vértice ao foco é sempre $|p| = \frac{1}{4|a|}$, ligando o coeficiente $a$ da função quadrática ao parâmetro geométrico da cônica: quanto menor $|a|$, mais aberta a parábola e mais distante o foco da diretriz.
Esse diálogo entre as duas linguagens é o que permite resolver problemas aparentemente de geometria analítica usando apenas ferramentas de função quadrática, e vice-versa. Como exemplo concreto, tome $x^{2} = 8y$. Comparando com $x^{2} = 4py$, obtemos $4p = 8$, logo $p = 2$: o foco é $F(0,2)$, a diretriz é $y = -2$ e o vértice é a origem. Um ponto qualquer da curva, digamos $(4,2)$, satisfaz a definição: sua distância a $F$ vale $\sqrt{4^{2}+0^{2}} = 4$, e sua distância à reta $y=-2$ vale $2-(-2)=4$, confirmando a igualdade.