Definição de logaritmo
$\log_{a}b=x\Leftrightarrow a^{x}=b$, com base $a\gt 0$, $a\neq 1$, e logaritmando $b\gt 0$. É o expoente que falta. Condição de existência é meia questão: em $\log_{x-1}(x^{2}-4)$, imponha $x\gt 2$, $x\neq 2$ — bancas cobram o domínio, não a conta.
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O logaritmo nasce da necessidade de inverter a potenciação: enquanto $a^{x}=b$ pergunta "qual o resultado de elevar $a$ a $x$?", o logaritmo pergunta "a que expoente devo elevar $a$ para obter $b$?". Por isso dizemos que logaritmo é o expoente isolado, e essa leitura é a chave para resolver equações logarítmicas sem decorar fórmulas: basta reescrever na forma exponencial. A restrição $a\gt 0$ e $a\neq 1$ existe porque base negativa geraria potências alternadas sem função inversa bem definida, e base $1$ tornaria $\log_{1}b$ indeterminado, já que $1^{x}=1$ para todo $x$; já $b\gt 0$ decorre de que potências de base positiva nunca resultam em número negativo ou zero.
Consequências da definição
$\log_{a}1=0$; $\log_{a}a=1$; $\log_{a}a^{n}=n$; e a identidade fundamental $a^{\log_{a}b}=b$. Desta última saem as simplificações mais elegantes, como $2^{\log_{2}5}=5$ — atalho que a ITA gosta de exigir.
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A definição de logaritmo, $\log_{a}b=x \Leftrightarrow a^{x}=b$, só faz sentido quando $a>0$, $a\neq 1$ e $b>0$ — essas três condições de existência são a origem de quase todas as armadilhas de prova, e é justamente delas que nascem as consequências mais profundas.