Identidades polinomiais
Dois polinômios são idênticos quando têm os mesmos coeficientes, ordem a ordem — não basta coincidirem em alguns valores. Daí o método dos coeficientes a determinar, usado em frações parciais e em questões que pedem $a$, $b$, $c$ tais que a igualdade valha para todo $x$.
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A identidade polinomial repousa sobre um fato central: se dois polinômios assumem o mesmo valor em infinitos pontos, então são o mesmo polinômio, com coeficientes iguais termo a termo. Isso decorre de um polinômio de grau $n$ ter no máximo $n$ raízes; logo, a diferença entre dois polinômios que coincidem em infinitos pontos seria um polinômio com infinitas raízes, o que só é possível se for o polinômio nulo. Esse resultado é o princípio da identidade polinomial, e é ele que legitima substituir valores convenientes de $x$ ou igualar coeficientes para determinar incógnitas. Veja um exemplo: queremos $a$, $b$ tais que $ax^2 + (b-2)x + 5 \equiv 3x^2 + x + c$ para todo $x$.
Igualando coeficiente a coeficiente, temos $a = 3$, $b - 2 = 1 \Rightarrow b = 3$ e $c = 5$. Poderíamos também testar $x = 0$, $x = 1$ e $x = -1$, mas o método dos coeficientes é mais direto.