Crescente ou decrescente
Crescente se $x_{1}\lt x_{2}\Rightarrow f(x_{1})\lt f(x_{2})$; decrescente ao contrário. A propriedade é local: informe sempre o intervalo. Consequência útil: função estritamente monótona é injetora, e num intervalo de monotonicidade a inequação $f(x)\lt f(y)$ equivale a comparar $x$ e $y$.
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Toda função real definida num intervalo pode ser lida como uma máquina que associa a cada entrada um único valor de saída, e o estudo da monotonicidade investiga o sentido em que essa máquina "caminha" quando percorremos o domínio da esquerda para a direita; se ela sempre sobe, chamamos crescente, e se sempre desce, decrescente, sendo essencial perceber que esse comportamento não é uma etiqueta global da função, mas sim uma propriedade do intervalo considerado, de modo que uma mesma função pode ser crescente num trecho e decrescente em outro, como ocorre com $f(x)=x^2$, que é decrescente em $(-\infty,0]$ e crescente em $[0,+\infty)$, sendo a parábola o exemplo canônico dessa alternância de comportamento. Na prática, a derivada funciona como detector de monotonicidade: quando $f'(x)\gt 0$ num intervalo, a função é estritamente crescente ali, e quando $f'(x)\lt 0$, é estritamente decrescente, o que transforma o estudo do sinal da derivada numa ferramenta direta de classificação.
Vale destacar que a monotonicidade estrita garante injetividade no intervalo, propriedade muito explorada em questões que pedem para decidir se é possível "cancelar" a função dos dois lados de uma desigualdade; é justamente esse cancelamento que permite resolver inequações do tipo $2^{x}\lt 2^{y}$ escrevendo simplesmente $x\lt y$, pois a exponencial de base maior que $1$ é crescente em toda a reta, enquanto para base entre $0$ e $1$ o sinal da desigualdade se inverte.