Esfera e cone
Trabalhe sempre na secção meridiana: o problema espacial vira o triângulo isósceles com sua circunferência inscrita ou circunscrita. Esfera inscrita no cone: $r=\frac{A}{p}$ do triângulo. Circunscrita: use $R=\frac{abc}{4A}$ ou a potência de ponto sobre a altura.
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O ponto de partida é entender por que a secção meridiana funciona: todo plano que contém o eixo do cone corta a esfera (inscrita ou circunscrita) segundo um círculo máximo, e corta o cone segundo um triângulo isósceles cuja base é o diâmetro da base do cone e cujos lados iguais são duas geratrizes. Assim, a esfera inscrita tangencia a base e a superfície lateral exatamente nos pontos em que o círculo inscrito do triângulo tangencia a base e os lados, e a esfera circunscrita passa pela circunferência da base e pelo vértice, o que corresponde ao círculo circunscrito ao triângulo. Vale destacar que, no caso circunscrito, o raio $R$ da esfera pode tranquilamente ser maior que o raio da base, sem qualquer contradição; a igualdade só ocorre em situações-limite específicas, de modo que não se deve usar essa comparação como critério de verificação.
Como exemplo, tome um cone reto de altura $h=4$ e raio da base $a=3$; a geratriz mede $g=5$, e o triângulo meridiano tem lados $5$, $5$ e base $6$, logo semiperímetro $p=8$ e área $A=\frac{6\cdot 4}{2}=12$. A esfera inscrita tem $r=\frac{A}{p}=\frac{12}{8}=1{,}5$. Para a circunscrita, $R=\frac{abc}{4A}=\frac{5\cdot 5\cdot 6}{48}=3{,}125$, valor coerente com a potência de ponto na altura: se $x$ é a distância do vértice ao centro, então $x\cdot(h+? )$ — na prática, $R=\frac{g^2}{2h}=\frac{25}{8}=3{,}125$, confirmando que $R>a$.