F3 · Aulas 13–14

Teoremas decorrentes da semelhança de triângulos

Teoremas das bases médias

O segmento que une os pontos médios de dois lados é paralelo ao terceiro e mede metade dele. No trapézio, a base média é paralela às bases e vale $\frac{B+b}{2}$; o segmento entre as diagonais mede $\frac{B-b}{2}$. Resolve questões de trapézio sem traçar altura.

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A chave para entender os teoremas das bases médias está na semelhança de triângulos: ao unir os pontos médios de dois lados de um triângulo qualquer, o segmento resultante é paralelo ao terceiro lado e mede metade dele, pois os triângulos formados compartilham o ângulo do vértice e têm lados proporcionais na razão 1:2. Essa mesma ideia se estende ao trapézio, onde a base média — segmento que une os pontos médios dos lados não paralelos — tem comprimento igual à média aritmética das bases, $\frac{B+b}{2}$, e é paralela a ambas; além disso, o segmento que une os pontos médios das diagonais mede $\frac{B-b}{2}$ e também é paralelo às bases. Para visualizar, considere um trapézio de bases $B=10$ e $b=4$: a base média vale $\frac{10+4}{2}=7$, e o segmento entre as diagonais vale $\frac{10-4}{2}=3$; note que $7+3=10$ e $7-3=4$, uma relação útil para conferir resultados.

Dominar essas relações economiza tempo e evita contas desnecessárias, por isso vale memorizar as fórmulas e treinar a interpretação geométrica antes da prova.

Teorema da potência de um ponto em relação a uma circunferência

Duas cordas por $P$: $PA\cdot PB=PC\cdot PD$. Secante e tangente por ponto externo: $PA\cdot PB=PT^{2}$. Formalmente, a potência é $d^{2}-r^{2}$ — negativa dentro, nula sobre, positiva fora. Aparece muito combinada com geometria analítica na ITA.

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A chave para entender a potência não como uma fórmula isolada, mas como uma grandeza escalar associada ao ponto e ao círculo: para qualquer ponto $P$ e circunferência de centro $O$ e raio $r$, define-se $\text{Pot}(P)=d^{2}-r^{2}$, em que $d=OP$. O sinal revela a posição relativa — negativo dentro, nulo sobre, positivo fora —, e o valor absoluto mede o quanto $P$ está “distante” do círculo. O que os teoremas de cordas, secantes e tangentes garantem é que esse número pode ser calculado por qualquer reta que passe por $P$ e corte a circunferência: se a reta intersecta em $A$ e $B$, então o produto das distâncias orientadas $PA\cdot PB$ é constante e igual a $\text{Pot}(P)$.

Isso unifica os três casos do resumo: duas cordas, secante e tangente, e até uma reta externa sem interseção real, interpretada com segmentos imaginários na geometria analítica.

Relações métricas nos triângulos retângulos

Com $a$ hipotenusa, projeções $m,n$ e altura $h$: $b^{2}=am$, $c^{2}=an$, $h^{2}=mn$, $bc=ah$ e $a=m+n$. Todas saem da semelhança dos três triângulos formados pela altura. A relação $bc=ah$ é o atalho para achar a altura sem calcular área.

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Essas relações métricas não são fórmulas soltas para decorar: todas nascem de um único fato geométrico, a semelhança de triângulos. Ao traçar a altura relativa à hipotenusa, você divide o triângulo retângulo original em dois triângulos menores, e ambos são semelhantes entre si e ao original, pois compartilham um ângulo reto e um ângulo agudo comum. Dessa semelhança, comparando lados correspondentes, surgem as proporções que geram cada relação. A mais importante para resolver problemas é $bc=ah$: conhecendo os dois cateto e a hipotenusa, você obtém a altura sem recorrer à fórmula da área. Mas há um detalhe estratégico: nem sempre o problema entrega as projeções $m$ e $n$ diretamente; muitas vezes você precisa primeiro achar a hipotenusa por Pitágoras ($a^2=b^2+c^2$) para depois calcular $m$, $n$ e $h$.

Além disso, o teorema de Pitágoras é um caso particular dessas relações, obtido somando $b^2=am$ com $c^2=an$. Veja um exemplo: num triângulo retângulo de catetos $b=6$ e $c=8$, a hipotenusa é $a=10$; a altura é $h=\frac{bc}{a}=\frac{48}{10}=4{,}8$; as projeções são $m=\frac{b^2}{a}=\frac{36}{10}=3{,}6$ e $n=\frac{c^2}{a}=\frac{64}{10}=6{,}4$, e de fato $m+n=10$, confirmando tudo.

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  • Relações métricas no triângulo retângulo

    A altura relativa à hipotenusa divide o triângulo em dois semelhantes a ele: h² = m·n, b² = a·n, c² = a·m e b·c = a·h. Arraste C.