O plano de Wessel-Argand-Gauss
Cada $z=a+bi$ vira o ponto (afixo) $(a,b)$: eixo horizontal real, vertical imaginário. Lugares geométricos saem de imediato — $|z|=r$ é circunferência, $|z-z_{0}|=r$ é circunferência de centro $z_{0}$, e $|z-A|=|z-B|$ é a mediatriz de $AB$.
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O plano de Wessel-Argand-Gauss é a ponte que transforma a álgebra dos complexos em geometria: ao associar $z=a+bi$ ao ponto $(a,b)$, cada operação ganha significado visual, o que resolve questões que seriam pesadas algebricamente. A soma $z+w$ vira a regra do paralelogramo, e a multiplicação por $i$ é uma rotação de $90^\circ$ no sentido anti-horário — daí $i^2=-1$ aparecer como meia-volta. Mais forte ainda é a leitura modular: como $|z|$ é a distância de $z$ à origem e $|z-w|$ é a distância entre $z$ e $w$, condições algébricas viram lugares geométricos. Por exemplo, $|z-(1+i)|=2$ descreve a circunferência de centro $1+i$ e raio $2$; já $|z-1|=|z-i|$ é o conjunto dos pontos equidistantes de $(1,0)$ e $(0,1)$, isto é, a reta $y=x$, mediatriz do segmento entre eles.
Dominar essa tradução entre símbolo e figura é o que economiza tempo e evita contas desnecessárias na prova.