Volume e área
$V=\frac{4\pi R^{3}}{3}$ e $A=4\pi R^{2}$ — a área equivale a quatro círculos máximos. Secção plana a distância $d$ do centro é um círculo de raio $r=\sqrt{R^{2}-d^{2}}$; o círculo máximo ocorre em $d=0$. Razão de semelhança $k$ altera volumes por $k^{3}$.
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A esfera é o sólido geométrico que, junto com o cilindro circunscrito, rendeu a Arquimedes o epitáfio de um cilindro inscrito numa esfera, pois ele provou que a razão entre os volumes é 2:3 e entre as áreas totais é 1:1 — um resultado tão elegante que resistiu vinte séculos até o Cálculo de Newton e Leibniz generalizar as deduções. Na prática, o volume acumula o crescimento cúbico do raio, então dobrar o raio multiplica o volume por oito, o que explica por que uma bola de basquete não é apenas "um pouquinho maior" que uma de tênis. A área, por sua vez, cresce com o quadrado do raio e equivale exatamente à superfície lateral do cilindro que a circunscreve, uma coincidência nada casual.
Quanto à secção plana, a relação pitagórica $r^{2}+d^{2}=R^{2}$ é a chave para resolver problemas de planos cortantes: imagine uma esfera de raio 5 cm seccionada por um plano a 3 cm do centro — o círculo seccionado terá raio 4 cm e área $16\pi$ cm², formando o clássico triângulo 3-4-5.